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Gestão e processos

AS IS e TO BE: o que são e como usar no mapeamento de processos

AS IS é o processo como ele é hoje; TO BE é como ele deve ficar. Veja como montar os dois, que indicadores comparar e um exemplo com o reembolso de despesas.

17 de out. de 2026 4 min de leitura por Natiam Gabriel
AS IS e TO BE: o que são e como usar no mapeamento de processos
Resposta curta

AS IS é o desenho do processo como ele funciona hoje, com os atrasos e retrabalhos de verdade. TO BE é o desenho de como ele deve funcionar depois da melhoria. Comparar os dois lado a lado mostra o que muda, quem ganha e quanto tempo se economiza, e é a base para decidir se vale automatizar.

O que é AS IS?

AS IS (do inglês, "como está") é o retrato fiel do processo atual. Inclui o que ninguém gosta de mostrar: a planilha paralela, a aprovação que espera dias no e-mail, o retrabalho quando a nota vem errada. Se o AS IS sai bonito demais, ele provavelmente está mostrando o processo ideal, não o real.

O que é TO BE?

TO BE ("como deve ser") é o processo redesenhado. Ele responde a três perguntas: o que sai, o que muda de lugar e o que passa a ser automático. O TO BE não precisa envolver sistema novo; muitas vezes a melhoria é tirar uma conferência duplicada ou mudar quem aprova.

Por que começar pelo AS IS?

Porque sem ele não existe comparação. O AS IS mostra onde está o desperdício e dá o número de partida: quantos dias o processo leva, quantas vezes volta, quantas etapas são manuais. Sem esse número, ninguém consegue provar depois que a mudança funcionou. Veja como medir o processo antes e depois.

Como montar o AS IS

  1. Converse com quem executa cada etapa.
  2. Desenhe o fluxo com uma raia por área.
  3. Marque esperas, retrabalhos e etapas manuais.
  4. Anote os números atuais: tempo total, percentual de retrabalho, etapas manuais.
  5. Valide com a equipe antes de propor qualquer mudança.

Como desenhar o TO BE

Passe por cada etapa do AS IS com quatro verbos, nesta ordem:

  • Eliminar: essa etapa precisa existir? Conferência que só existe porque outra etapa falha é candidata a sair.
  • Simplificar: dá para fazer com menos passos ou menos gente?
  • Mudar de lugar: a aprovação pode acontecer antes, ou com outra pessoa?
  • Automatizar: só agora, depois das três primeiras. Automatizar etapa desnecessária só deixa o desperdício mais rápido.

Exemplo: reembolso de despesas

Um caso comum em empresas de serviço. Os números abaixo são ilustrativos, só para mostrar a comparação.

AS IS (hoje)TO BE (proposto)
Como a despesa chegaNotas enviadas por e-mailLançamento no aplicativo com foto da nota
Aprovação do gestorPelo e-mail, fila de 5 diasNo celular
Conferência da notaManual, volta ao colaborador se a nota está ilegívelAutomática
Tempo até pagar12 dias3 dias
Retrabalho35%8%
Etapas manuais62
Processo de reembolso de despesas no Mapeia: à esquerda o AS IS com dois gargalos marcados em vermelho, à direita o TO BE com aprovação no celular e conferência automática
O mesmo processo em AS IS e TO BE, lado a lado, no Mapeia. Números ilustrativos.

Que indicadores comparar entre AS IS e TO BE?

  • Tempo de ponta a ponta: do pedido ao resultado.
  • Retrabalho: quantas vezes o trabalho volta uma etapa.
  • Etapas manuais: quantas dependem de alguém digitar ou conferir.
  • Passagens entre áreas: cada troca de raia é um ponto de espera.
  • Custo por execução: horas de trabalho multiplicadas pelo custo da hora.

Existe ferramenta que faz AS IS e TO BE?

Qualquer modelador BPMN permite desenhar os dois. O Mapeia, da Retti Tech, faz isso a partir de uma conversa: você conta o processo e recebe o AS IS com os gargalos marcados; ou conta só o problema, como "o reembolso demora 12 dias", e ele levanta as causas prováveis, pergunta o que falta e propõe o TO BE. Os dois ficam lado a lado para a reunião de decisão.

Perguntas frequentes

AS IS e TO BE é a mesma coisa que antes e depois?

É a mesma ideia. AS IS é o processo atual e TO BE é o processo proposto. A diferença é que os dois são desenhados como diagrama, com responsáveis e decisões, e não só descritos.

Precisa fazer o AS IS se o processo vai mudar todo?

Precisa. Sem o AS IS você não sabe o que está eliminando nem consegue provar o ganho depois. Ele também evita perder uma regra importante que só existe no processo atual.

Quem deve aprovar o TO BE?

O dono do processo, junto com as áreas que mudam de função. Se uma aprovação sai de uma área e vai para outra, as duas precisam concordar antes da implantação.

O que é "could be" no mapeamento de processos?

Alguns métodos usam uma etapa intermediária, o "could be", com todas as ideias de melhoria antes de escolher o TO BE final. Em empresas pequenas, normalmente se vai direto do AS IS ao TO BE.

Tem jeito rápido de fazer o AS IS e o TO BE?

Tem. Conte o processo ou o problema para uma ferramenta de IA como o Mapeia, que desenha os dois em BPMN, e use o tempo economizado para validar com a equipe.

Quer ver o seu processo desenhado?

Conte para a Retti Tech como o trabalho funciona hoje. A gente mostra o processo no Mapeia, com o que trava e como pode ficar. A conversa de diagnóstico não é cobrada.

Natiam Gabriel
Sobre o autor

Natiam Gabriel é fundador e responsável técnico da Retti Tech, empresa de desenvolvimento de software sob encomenda que atende empresas em todo o Brasil. A Retti Tech constrói sistemas web, automações e produtos com inteligência artificial, como o Atlas e o Mapeia, e já atendeu mais de 40 empresas.

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